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The Wall: um grito do Expressionismo

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Saiba como um filme conceitual se conecta com uma obra de arte do Expressionismo formando dimensões simbólicas do conflito humano.

por Alexandre do Vale


Ecos de um grito

Passeando pelas obras do pintor Edvard Munch, visitaremos O Grito, de 1893, que conjuga muitos fatores relativos às sensações de impacto emocional do Expressionismo e dramático nas suas distorções visuais.

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Mas seria possível integrar o estudo do Expressionismo em vista à atualidade?

Teremos um exemplo relativamente próximo a nossos dias: o projeto The Wall, promovido pelo grupo Pink Floyd, em fins de 1979, culminando no filme de 1982.

Constituído de um cd duplo, filme e apresentações ao vivo incluindo formas e efeitos teatrais, trata de aspectos conceituais que repercutem questões psicológicas, desde um isolamento pessoal à abertura íntima para o mundo externo.


Expressionismo em pauta

A obra The Wall traduz, nas letras das músicas e em todo o seu conjunto visual, o peso da relação do ser humano consigo mesmo em vista às distorções sociais expressas particularmente em conflitos interiores.

Todas as cargas dramáticas que giram em torno do personagem principal, constituem-se de ingredientes que remontam às características do Expressionismo, sintetizando a busca da liberação emotiva através de formas e cores sem repúdios.


O reflexo da modernidade

Notemos a similaridade visual da obra O Grito, de Munch (1893), e o pôster do filme The Wall, dirigido por Alan Parker (1982). Estes dois exemplos apontam o reflexo da relação homem/mundo em seus caminhos na modernidade, na busca em derrubar de alguma forma os muros que separam o artista, em seus dramas particularidades, do mundo ao seu redor.

Para quem se interessar, no trecho do link abaixo, retirado do filme, o personagem revê alguns de seus dramas após uma overdose, e mais adiante expulsa de si a “podridão” externa de sua muralha metafórica, aqui representada pela sua própria pele, que aos poucos vai se deteriorando. A música de fundo é parte do álbum.


Referências

– Edvard Munch. Coleção Folha – Grandes Mestres da Pintura. Folha Online.
– Edvard Munch. Disponível em: //www.edvard-munch.com/
– MARAFIOTI, Marcos. Psicoanálise de The Wall, de Pink Floyd.
– SOUZA, Regina Maria de. O olhar e esses seres anormais: notas, um tanto desencontradas, sobre o racismo em nós.
– SIQUEIRA, Vera Helena Ferraz de. Sexualidade e gênero: mediações do cinema na construção de identidades.
– Pink Floyd – The Wall. Direção: Alan Parker. Roteiro: Roger Waters. Produção: Alan Marshall. Intérpretes: Bob Geldof; Christine Hargreaves; James Laurenson e outros. Metro-Goldwiyn-Mayer, 1982. 1 dvd (95 min), son., color.
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