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Ética empresarial e autoconhecimento

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Sem percebermos, um pequeno substantivo, como o ego, pode evoluir gradativamente para uma outra condição, que já alcançou o estrelato: o egoísmo.

por Alexandre do Vale


Ego e egoísmo

Segundo o Dicionário Michaelis Online: ego pode ser considerado a “experiência que o indivíduo possui de si mesmo, ou concepção que faz de sua personalidade”. Até aqui tudo bem, o ego parece ser algo inofensivo.

Já o egoísmo, por sua vez, seria uma “atitude daquele que busca o próprio interesse, acima dos interesses dos demais”; uma “doutrina que converte o interesse individual em princípio diretor de conduta”.

Confrontando os dois significados acima, o problema não parece ser o ego… mas sim o egoísmo. Conhecer a si mesmo é uma tarefa muito mais ligada à prática diária do que julga “nossa vã filosofia”, parafraseando Shakespeare.

Claro que, com o passar do tempo, acumulamos experiências, e é natural que seja assim! Mas qual a concepção que fazemos da nossa própria personalidade?


Conhecendo o caminho

Tinta e pincel à mão não nos torna pintores, e o cimento com areia e tijolos à nossa frente não são suficientes para erguermos um edifício.

Prescrevermos como meta em nossas ações o bem comum é colocarmos em prática um dos pilares da ética empresarial, seja em ambientes com perfil centralizador ou padrão flexível em suas raízes.

E uma das formas mais importantes de agregarmos valor ao que fizermos é conseguirmos identificar nossos próprios caprichos, vaidades e perfeccionismos que se acomodam em nossa própria personalidade. Buscarmos extinguir o quanto possível esses vícios de comportamento é uma peça chave na condução de ações para o bem comum.

Avaliar e silenciar internamente o egoísmo envolve, por exemplo, o risco de não ser visto a todo momento, e ser notado apenas nos momentos em que sua presença se fizer necessária; de não ter voz ativa em todas as oportunidades possíveis, e passar simplesmente a dar voz ativa aos outros que te cercam. Um tanto arriscado? Para uns pode ser um território hostil; para outros, nem tanto. Mas toda mudança interna é para quem gosta de desafios.


Somos transitórios em todas as escalas.

Qual é o legado que deixaremos no tempo? Um projeto de bons resultados e que vigore por alguns anos é um quadro inspirador, em que os outros virão com ótimas ideias, porém, herdeiros de resultados que você construir como base a projetos inovadores. Estes que, por sua vez, darão lugar a outros novos ciclos, naturalmente. Somos transitórios em todas as escalas.

Termos consciência do nosso real lugar na engrenagem do tempo é, de fato, um desafio constante, e ao mesmo tempo inquietante. Mesmo em condição silenciosa ou muitas vezes imperceptível aos outros, não cabe a autoanulação, mas sim o autoconhecimento, para que o ego não se transforme em ofuscante e cego egoísmo.

Em qual meio atuarmos, cabe a tentativa de não sermos absorvidos pelo labirinto que nossa própria personalidade tende a construir.

Porque deixar para encontrar a saída mais tarde pode se tornar uma missão cada vez mais difícil.

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